eu,
observador em repouso.
ruminante do tempo.
você,
observador em movimento.
expansor de sentimento.
a separação do espaço
somada as nossas distintas velocidades
resulta num tempo dilatado
pra você, talvez doce
pra mim, amargo.
há aqui, um tempo distorcido
pra você vivido
em mim ainda sentido
há pra nós distintos tempos
e em mim um paradoxo
meu tempo, de sentido carece.
uma vez que ele não passa
tampouco permanece.
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