domingo, 11 de novembro de 2018

oceânica

o meu peito é morada
onde tudo reside
onde não falta nada

eu sou abrigo do desamor
do desalmado
do dissabor 

eu guardo em mim
mágoas 
flutuantes 
d'água rasa

mergulha em mim
finitos
fins
aflitos

transbordo rios
à bordo
risos
às margens
braços

o infinito fez do meu peito morada
em mim reside tudo
em mim não falta nada

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