terça-feira, 11 de outubro de 2016

dia doze.

aqueles zóios grandes
que correm na vizinhança
que bisbilhotam vitrines
ainda são zóios de criança

aquela mão calejada
com unha encardida
que talvez queira vingança
ainda é mão de criança

aquele pé preto
pé descalço
pé no asfalto
o pé daquele moleque
ainda é um pé de criança

que nesse dia doze
voltemos os nossos olhos
pro abismo que afasta:
o menino do playstation
do menino da desgraça

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